Recuar é um sinal de fraqueza?

Você já precisou recuar para conquistar algo?

Parecem coisas antagônicas não é mesmo? Como posso conquistar algo recuando?

É sobre isso que vamos falar no texto de hoje.

Você já assistiu uma corrida profissional de cavalos?

Se você observou bem, deve ter percebido que todos eles usam uma viseira.

O motivo é simples. Com essa viseira, o cavalo não consegue ver o que está ao seu lado durante a corrida, apenas o que está a sua frente.

Algumas pessoas vivem exatamente dessa forma. Como se usassem viseiras, não conseguindo perceber o que acontece aos seu redor.

Quando definem uma rota, vão em frente sem olhar para os lados.

Eu sei, você deve estar pensando agora, Rejiano, foguete não tem ré. Precisamos focar no objetivo.

Se quisermos nos encontrar no TOPO, precisamos seguir sempre adiante.

Concordo em partes. Vou te explicar:

O fato de ter um objetivo claro não significa que em alguns momentos não precise recuar para alcança-lo.

Isso pode ser uma questão de estratégia, saber o momento certo de recuar.

Vou contar uma história pra você.

No ano de 2007, eu gerenciava a parte comercial de uma indústria de equipamentos e ganhava relativamente bem para a época.

Porém, essa indústria era em outra cidade, e eu precisava ficar a semana toda fora de casa.

Sem contar que não conseguia ver muita perspectivas de crescimento nessa empresa.

Comecei então a monitorar oportunidades.

Em alguns meses, surgiu um convite para trabalhar em uma indústria de equipamentos na minha cidade.

Detalhe, o cargo não era de gestão e o salário era exatamente a metade do que eu ganhava.

Talvez 10 em cada 10 pessoas consideradas “normais” não aceitariam essa proposta.

Mas como eu costumo falar, está aí uma coisa que talvez eu nunca tenha sido: “normal”.

Contra tudo e contra todos, aceitei o convite e estipulei uma meta: em 24 meses eu estaria ganhando a mesma coisa do que na empresa anterior.

Para isso, meu salário teria que dobrar nesse período.

Estou falando de salário fixo…aquele de carteira assinada e não de comissões.

Em menos de 24 meses eu já havia sido promovido e já ganhava mais do que isso.

Quando eu saí da empresa, seis anos depois para montar o meu negócio, eu ganhava praticamente o dobro do que ganhava na empresa anterior.

Essa empresa chegou a ter mais de 100 funcionários e faturar mais de 15 milhões por ano.

Um amigo que era responsável pelo RH na época sempre brincava comigo:

Rejiano, você deve ser da família do dono da empresa, porque você ganha de 2 a 3 aumentos por ano fora o deságio e isso não é normal.

Eu sempre respondia: tenho minhas estratégias meu amigo. Primeiro eu entrego resultados, depois peço aumento.

Eu poderia não ter aceitado a oferta de trabalho. Poderia ter continuado no trabalho que estava e deixado rolar.

Poderia olhar apenas para frente, como aqueles cavalos de corrida.

Mas eu recuei, contra tudo e contra todos.

Peguei impulso e voei mais longe. Hoje estou aqui contando essa história para você.

Recuar, portanto, não é necessariamente ruim.

Se você sabe o que está fazendo, sabe onde quer chegar e confia na sua capacidade, recuar pode ser apenas uma estratégia para conseguir chegar mais longe.

Em uma negociação também é assim. Aprenda quando é hora de recuar.

Quando a negociação emperra e parece que não tem mais saída.

Talvez a solução seja dar um passo atrás para dar dois passos para frente.

Lembre-se:  recuar nem sempre é um sinal de fraqueza, pelo contrário. Dependendo da sua estratégia, recuar pode ser um sinal de sabedoria.

Pense nisso, um forte abraço, ótimas vendas e até o TOPO, porque é lá que vamos nos encontrar.


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